Você já sentiu que ama demais, teme ser deixada, ou se entrega antes mesmo de ser escolhida? Talvez isso não tenha começado no amor romântico, mas na ausência silenciosa que você viveu bem antes dele.
O abandono nem sempre grita. Às vezes, ele sussurra em pequenos gestos que não vieram. Em promessas que ninguém fez, mas que seu coração esperava. E é assim que nasce o “abandono invisível” — aquele que não tem rosto, mas tem raízes profundas.
Quando essa ausência não é nomeada, ela se transforma em um roteiro emocional: nos tornamos adultas que pedem amor com medo, que se doam para não perder, que confundem presença com prova de valor. E o amor… vira campo de batalha entre a carência e a esperança.
Esse abandono pode ter sido construído na infância — não apenas por pais ausentes fisicamente, mas por figuras presentes que não enxergaram quem você era, o que sentia, o que precisava. Crescemos tentando merecer amor. E nessa tentativa, criamos padrões de vínculos baseados na escassez, no medo e na culpa.
Mas aqui vem a boa notícia:
O que foi aprendido pode ser ressignificado.
Quando você começa a enxergar esse abandono com olhos adultos — e não mais com os olhos feridos da criança que esperava — algo em você se alinha. Você percebe que não precisa mais mendigar atenção. Você pode escolher com quem se vincula. Pode dizer não. Pode dizer sim — e principalmente: pode se escolher.
Porque reconhecer a dor é o primeiro passo para mudar a forma como você ama.
E essa mudança não exige pressa.
Exige presença.
Se esse texto tocou um lugar seu que pede acolhimento, talvez seja o momento de olhar para dentro com mais leveza e verdade. Quando estiver pronta, eu estou aqui para caminhar com você.